quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Felicidade - O Teatro Mágico



Felicidade?
Disse o mais tolo: "Felicidade não existe".O intelectual: "Não no sentido lato".O empresário: "Desde que haja lucro".O operário: "Sem emprego, nem pensar".O cientista: "Ainda será descoberta".O místico: "Está escrito nas estrelas".O político: "Poder".A igreja: "Sem tristeza, impossível. Amém".O poeta riu de todos, e, por alguns minutos, foi feliz.

Bom, se formos ver o mundo pelos olhos de cada um, bem no fundo a felicidade é na verdade uma só. 


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Pensar

Ontem à noite por algum motivo eu comecei a pensar em mil coisas, tais coisas que eu jamais havia imaginado começaram a bombardear minha cabeça. Nunca tinha sentido coisa igual. Tentei de varias formas me entender, entender a vida, mas a resposta não surgiu. Me calei pelo resto da noite.
De tanto pensar, automaticamente comecei a chorar... mas eu continuava sem entender. Tive a certeza que nem eu mesma me conhecia. Como uma "coisa cotidiana" podia me fazer chorar tanto? Essa pergunta surgiu, mas infelizmente nem toda pergunta tem uma resposta. Bem que para uma coisa como essa poderia ter alguém ou algo para me responder não é?  Não, na verdade não. Se eu conseguisse uma resposta eu conseguiria me entender, e se eu me entendesse? Qual seria a verdadeira lógica de pensar? Isso tem sentido? Talvez sim, talvez não. Por que teria?

Os Insetos Interiores - O Teatro Mágico


Notas de um observador:

Existem milhões de insetos almáticos.Alguns rastejam, outros poucos correm. A maioria prefere não se mexer. Grandes e pequenos. Redondos e triangulares, de qualquer forma são todos quadrados. Ovários, oriundos de variadas raízes radicais. Ramificações da célula rainha. Desprovidos de asas, não voam nem nadam. Possuem vida, mas não sabem. Duvidam do corpo, queimam seus filmes e suas floras. Para eles, tudo é capaz de ser impossível. Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência. Regurgitam assuntos e sintomas. Avoam e bebericam sobre as fezes. Descansam sobre a carniça, repousam-se no lodo, lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.Assim são os insetos interiores. 
A futilidade encarrega se de "mais tralos'. São inóspitos, nocivos, poluentes. Abusam da própria miséria intelectual, das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia. O veneno se refugia no espelho do armário. Antes do sono, o beijo de boa noite. Antes da insônia, a benção.
Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.A família.São soníferos, chagas sem curas.Não reproduzem, são inférteis, infiéis, "infértebrados".Arrancam as cabeças de suas fêmeas,Cortam os troncos,Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.Esquecem-se de si.Pontuam-se

A cria que se crie, a dona que se dane.Os insetos interiores proliferam-se assim:Na morte e na merda.
Seus sintomas?Um calor gélido e ansiado na boca do estômago. Uma sensação de: o que é mesmo que se passa? Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.É mais fácil aturar a tristeza generalizadaQue romper com as correntes de preguiça e mal dizer.Silenciam-se no holocausto da subserviênciaO organismo não se anima mais.E assim, animais ou menos assim,Descompromissados com o próprio rumo.Desprovidos de caráter e coragem,Desatentos ao próprio tesouro...caem.Desacordam todos os dias, não mensuram suas perdas e imposturas.Não almejam, não alma, já não mais amor. Assim são os insetos interiores.